Na minha memória apenas pedaços de lembranças daquela bunda branca. Seus seios separados e médios, bicos avermelhados (quase róseos) e cabelos cacheados curtos. Eu a comi primeiro apoiada na parede da sala, depois a levei para meu quarto e a comi na minha cama, e por fim, novamente, na sala. Ela foi se limpar e eu fiquei olhando para o teto. Apenas o barulho do ventilador rompia em mim o sentimento de vazio e completude. Um resto de esperma gotejou no lençol da cama e logo endurecera. Ela demorara em seu banho. Quando retornou disse que precisava ir embora.

Esse fragmento perdura até hoje. Eu a vi mais umas duas ou três vezes quando disse que não queria mais vê-la. Ela deve (ou não) ter entendido, apenas deixei claro as coisas. Não sou alguém que vê frequência nestes tipos de relacionamento, eu havia deixado claro, no bar, quando bêbado, a convidei para participar de minha vida por uma fração de segundos. Engraçado que, talvez por uma maldição de deusas femininas que punem homens cafajestes que só querem alimentar seus paus em delicadas e frescas xotas, por marcarem na memória estas garotas “New Horizon”.

Garotas “New Horizon” são denominadas assim porque, como a sonda New Horizon, apenas passaram por Plutão e tiraram algumas fotos, sem ficarem mesmo em sua órbita.

E Plutão é um ex-planeta esquecido nos confins do sistema solar.

Mas a deusa das mulheres não deixa barato, agora me faz lembrar desta cabelos cacheados, peitos róseos que, por causa do aparelho dental, não fazia um bom oral. Engraçado que tais memórias só aparecem por causa destas garrafas vazias…