Nua, nua, nua. Toda mulher já nasce meio lésbica e sabe fazer striptease. Também acho que toda mulher já nasce sabendo chupar. Quem sabe até sabendo sofrer. Toda mulher sabe sofrer como ninguém. Nua, nua nua. Ela dança para mim. Estou amarrado na cama e tudo depende dela. Ela, claro, poderia me matar, roubar meu pouco dinheiro na carteira e sumir no mundo. Eu seria apenas um cadáver sem nome amarrado nu em uma cama de motel. Ela poderia fingir que eu pedi asfixia autoerótica, sim eu tenho cara que morreria disto.

Coloco minha vida em suas mãos pelo motivo da safadeza. Nua, nua, nua ela dança para mim. Não tem seios tão grandes, ela é bem magra, com uns 25 anos, por ai. Formada em enfermagem, acho que era técnico. Folga apenas na terça-feira e hoje é terça. Cansada, bêbada, ela se esforça, dança bem, rebola bem. Estamos “namorando” já a um mês, algo do tipo. A diferença é que não namoro só com ela. Que tipo de homem que eu sou? Fico pensando que posso ser assassinado amarrado em uma cama nu e ereto. Ela poderia saber que eu tenho outros relacionamentos. Ela poderia ter trazido um pouco de gasolina naquela bolsa e me incendiar vivo.

E isso é uma forma merda de morrer.

Tento evitar estes pensamentos, porque ela poderia me matar caso meu pau amolecesse. Vai que é uma maluca psicopata, uma Succubus do inferno, sei lá. Evito pensar nestas coisas. Mas pô, eu a conheço a tão pouco tempo e já permito ela me amarrar na porra da cama.

Burro, burro, burro.

Nua, nua, nua. Ela raspa tudo. Sua bunda é pequena e bem redonda, ela abaixa mostrando a bunda para mim e sua boceta faz um barulinho engraçado quando ela agacha. Ela está excitada, nem parece que é a primeira vez que ela faz isso. Sempre teve vontade de dominar, sei lá se Freud explica estas porras, pai dominador, mãe dominadora, sei lá. Dizem que a filha tem vontade de foder com o pai como se fosse um complexo de Edipo invertido. Daí eu fico pensando nestas porras e sinto meu pau começar a amolecer.

Ela disse que queria fazer algo que nunca fez, mas era muito foda. E ela era a pessoa perfeita para isso uma vez que ela tem noção de medicina. Eu disse que tava ok, podia fazer e cá estamos, ela dançando para mim. Ela me diz para preparar. Ela senta no meu pau e começa a subir e descer. Até ai tudo bem, nada de novo, porém ela começa a me esganar com suas mãozinhas delicadas.

Que idiota que sou.

Eu não consigo respirar, ela esgana muito bem. Droga, ela pode ser uma serial killer e eu acabei de virar uma vítima. Que meio merda de morrer. Mas eu quis isso, é um suicídio? Não sei, mas é bom. Sinto perder a consciência e ao fundo escuto seus gritos de gozo.

Acordo no outro dia. Ela está dormindo. Estou rouco, meu pescoço está roxo e dolorido. Ela me desamarrou, meus pulsos estão feridos. Fico deitado na cama por um bom tempo. Ela acorda, conversamos e rimos. Ela me disse que nunca tinha gozado tanto na vida. Ela também disse que teve que me ressuscitar porque eu tive uma parada cardíaca.

Dou um sorriso amarelo. Ela vai ter uma história engraçada dizendo que quase matou o seu namorado.